segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Orlando Silva - Carinhoso - Rosa (1937) -

Orlando Silva é considerado por muitos como a melhor cantor brasileiro de todos os tempos com seu gênero popular. Certamente ele foi fundamental no processo de modernização da música popular brasileira, através de sua instalação sutis rítmica aliada a uma interpretação inteligente e um fraseado flexível. Antes de Silva, a música brasileira era dominada por vozes potentes, como Francisco Alves, que estavam muito endividados para o desempenho de ópera. Foi Silva quem, inspirado pelo "estilo delicado (e também por Alves 'Sílvio Caldas dom poderoso vocal), introduziu uma nova maneira de cantar, em que sua dicção perfeita, controle de voz estranha, entonação precisa, e uso criativo de ritmo produzido um escola vigorosa que em última análise, influenciado João Gilberto, o todo bossa nova, o tropicália, e os estilos de MPB. Orlando Silva também foi o primeiro ídolo de massas no Brasil. No seu auge - a partir dos anos 30 mid-to meados dos anos 40 - ele foi o artista mais popular brasileira que nunca. Suas performances ao vivo usado para atrair tanta gente, que ele logo se tornou conhecido como "O Ídolo das Multidões" (The Idol das Multidões). A adoração da multidão chegou a extremos que só seria repetido, alguns anos mais tarde, em torno do fenômeno Frank Sinatra. Depois de 1945, porém, a voz Silva foi claramente sinalizando que anos de abuso de substâncias pesadas estavam cobrando seu preço, ele perdeu a clareza de sua alta gama, limpeza de seu timbre.Ele entrou em um período de obscuridade, mas de alguma forma ele conseguiu continuar com suas interpretações maravilhosas, mesmo que seu instrumento não era mais o mesmo. Silva continuou a cantar profissionalmente até 1975, quando gravou seu último LP, Hoje (RCA Victor), completando 40 anos de carreira.
                                  
De uma família pobre, Silva perdeu o pai aos três anos. Logo ele estava envolvido em diversos pequenos trabalhos para ganhar a vida. Em 1934 ele foi convidado por Francisco Alves a cantar em seu programa na Rádio Cajuti. No mesmo ano ele estreou no rádio sob o pseudônimo de Orlando Navarro e gravou seu primeiro álbum, através da Columbia, com o samba "Olha um Baiana" (Kid Pepe / Germano Augusto) ea marcha "Ondas Curtas" (Kid Pepe / Zeca Ivo). Em 1936, Silva participou da inauguração da Rádio Nacional, interpretando "Caprichos do Destino" (Pedro Caetano / Claudionor Cruz), a canção que se tornaria um hit na sua rendição. Silva foi o primeiro a sediar um show exclusivo nessa emissora, e foi um enorme sucesso. No mesmo ano, ele teve outro hit com "Dama do Cabaré" (Noel Rosa), seguido por "Lábios Que Beijei" (J. Cascata / Leonel Azevedo), "Carinhoso" (ele foi o iniciador deste clássico de todos os tempos por Pixinguinha / João de Barro) e "Rosa" (Pixinguinha / Otávio de Souza), em 1937. Em 1938 ele apareceu no filme Banana da Terra, interpretando "A Jardineira" (Benedito Lacerda / Humberto Porto), que foi um enorme sucesso no Carnaval de 1939. Outro sucesso de sua era "Página de Dor" (Índio / Pixinguinha), também gravado em 1938.O samba "A Primeira Vez" (Bide / Marçal) foi registrada por Silva em 1940 e foi uma das várias músicas (como "Preconceito", de Wilson Batista Pinto / Marino, "Curare", de Bororó, e "Aos Pés da Cruz" por Marino Pinto / Zé da Zilda) se transformou em clássicos por ele que foram regravadas por seu discípulo João Gilberto. Quatro anos depois, Silva abandonou a shows ao vivo, dedicando-se ao rádio, cinema, e estúdios de gravação. Ele continuou a desfrutar de popularidade notável até o fim, tendo se aposentado apenas três anos antes de sua morte. Sua influência eterna, porém, está presente e claramente audível na música brasileira - pode-se dizer que ele é imortal .

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